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| O bissexualismo, sem dúvida, é uma
posição muito mais complexa do que podemos imaginar. Isso deve-se não só ao
preconceito, mas também á dificuldade do próprio indivíduo em se entender como sendo
um bissexual. Como sentir atração por pessoas dos ambos os sexos sem entrar em conflito
com tudo o que se aprendeu no decorrer da vida? Existem várias teorias do porquê uma pessoa nasce bissexual. Algumas citam a influência ambiental e a formação psicológica, outras da possível influência genética. |
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| Porém, especulações á
parte, o certo é que ninguém escolhe sua condição sexual. Pode-se optar por assumí-la
ou não, mas as pessoas simplesmente são assim. Acredita-se que por volta dos 7 anos, a sexualidade do indivíduo já esteja formada, começando a aflorar e revelando-se através das atitudes mais inocentes. Obviamente, nessa fase não podemos considerar a sexualidade como a conhecemos na idade adulta, mas, podemos observar comportamentos que analisados, podem nos dar indícios da sua presença. |
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| É na adolescência, quando
passamos a viver a sexualidade mais intensamente, seja de uma maneira mais ativa ou mesmo
involuntariamente, que finalmente começamos a definí-la. É também nessa fase, já
naturalmente tão cheia de conflitos internos, que certos jovens começam a sentir algo
diferente, que destoa de toda a educação recebida. Ele tem uma sensação de estranheza,
porque em toda sua infância a sociedade o educou para se tornar heterossexual, então
surgem graves confusões nos seus princípios que se misturam com seus sentimentos,
gerando assim grandes conflitos. Ele começa a pensar na homossexualidade, mas, ainda
assim sente que não se encaixa nessas características. Como se isso não bastasse, a atração pelo sexo oposto continua presente,
assim como pelo mesmo sexo. Mais incompreendida do que a homossexualidade, essa dualidade
de sentimentos sofre um duplo preconceito: os heterossexuais a chamam de "sem
vergonhice" como se o bissexual fosse um ser "sedento por sexo" e os gays a
consideram como uma "homossexualidade mal resolvida". Na verdade, o
bissexualismo não se encaixa em nenhum desses conceitos, sendo mais uma opção sexual e
comportamental. |
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| Curiosidades |
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| O próprio termo bissexual e,
de certa maneira, um enigma. Qual o limite a ser transposto para um heterossexual ou um
homossexual se transformar em um bissexual? Muitos heterossexuais já gastaram neurônios,
ansiosos com essa questão. Muitos gays também. Curiosamente, desde 1948, entretanto, o pesquisador americano Alfred Kinsey apresentou uma solução materializada em uma escala, formatada a partir de urna grande pesquisa, e que classificava a sexualidade de zero a seis. Os extremos seriam a heterossexualidade absoluta em zero e a homossexualidade absoluta em seis (veja a escala ao final do texto). Há mesmo muito mais entre os lençóis do que simples casais fazendo sexo. Renato Russo, que já assumiu em letra de música gostar de meninos e meninas, extrapola a escala Kinsey e se autodefine pansexual. 0 que isso quer dizer? Seria um comportamento múltiplo e irrestrito. Já o sexólogo Moacir Costa prefere usar a palavra ambissexual para descrever a mesma confusão. "Trata-se de uma ambivalência, já que o indivíduo nessa condição não está conseguindo se definir." Costa acredita que haverá um momento em que a pessoa necessariamente tomará um só caminho. A tese não é consensual. Para a maioria dos bissexuais, a escolha é mais circunstancial, sem ser promíscua. Depende do dia, da hora, da pessoa que se deseja. Uma questão de momento. |
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| Nota: Obviamente, essa teoria gera muitas controvérsias. Longe de aceitá-la ou não, a Femmine não se responsabiliza por essa informação, dispondo-a aqui somente á titulo de curiosidade. | |
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